Arrumaria o mundo... Seria o teu absurdo.
Cada volta ao infinito... Um Amor, em pétalas de luz.
Viradas lascas... Côncovas muralhas.
Permeio o tempo... Olho as tuas falhas e percebo o desencontro...
Ainda não crescestes... Ainda és fagulha...
O tempo...
Sabedoria... Extremos ditos...
Ainda, assim, inseguros ditos...
As heras mostrarão a ti o caminho mais seguro...
Serão tuas guias... E eu?
Eu estarei tão longe que a lua será apenas um aro laminado...
Fecho-me em concha... Não sei amar com os dedos cruzados...
A chuva caiu pelas ladeiras das tuas palavras... Lavou-as e estão sob as pedras...
O amor é findo... A verdade sempre ilumina a face.
Lascas de ti... Lascas de mim...
Finito giro...
Não resta mais nada...
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Hoje
A vida... Um presente envolvido em pequenos laços...
Um pacote de coisas fantásticas...
Um vulto... Um abrigo... O meu mundo colorido.
Laços e fitas amarrados aos calcanhares... Pequenas vestes de um recado.
Um dia de vento... Um espetáculo para mim...
O dia nasceu em gotas de uma vida inteira... Sementes que planto.
Avisto um futuro em esquinas que eu nunca vi... Um mar infinito... O galope do vento... Os lenços soltos na areia fina.
Um dia... Meu dia!
O gosto de lembranças... Lembrar de um ponto desconhecido.
A vida feita de pontos... Arte!
11:30 (Meu aniversário...rsrsrs)
Publicado no Recantodasletras dia 11/11
Imagem de Josué Rodrigues Gomes (rascunhomusical)
Um pacote de coisas fantásticas...
Um vulto... Um abrigo... O meu mundo colorido.
Laços e fitas amarrados aos calcanhares... Pequenas vestes de um recado.
Um dia de vento... Um espetáculo para mim...
O dia nasceu em gotas de uma vida inteira... Sementes que planto.
Avisto um futuro em esquinas que eu nunca vi... Um mar infinito... O galope do vento... Os lenços soltos na areia fina.
Um dia... Meu dia!
O gosto de lembranças... Lembrar de um ponto desconhecido.
A vida feita de pontos... Arte!
11:30 (Meu aniversário...rsrsrs)
Publicado no Recantodasletras dia 11/11
Imagem de Josué Rodrigues Gomes (rascunhomusical)
sábado, 10 de outubro de 2009
Próximo livro... "45 Dias"
...
Passava das três, quando ele chegou...
Falou-me da chuva... Dos ventos que sacudiam o mundo... Falou de tudo um pouco... Falou dos absurdos.
Volta e meia, no nó dessa conversa, dedilhava algo, nas entrelinhas de uma música que ainda não chegou...
Eu, rodeada de livros, pensava no que fora bom... Não ouvia o que dizia... Apenas tentava acertar o tom.
...
Olhei-o tão delicadamente... Como se me apropriasse da retina dos seus olhos... Nenhuma palavra dita... Nenhum toque manifestado.
Levantei-me, de súbito, da mesa onde estávamos... Saí.
A porta fechou-se, atrás de mim...
A direção... Já não importa. O táxi rodou por horas...
No peito um vazio... Não havia mais ninguém... Nem ele, nem eu.
Saí... Rodei as ruas finas... Saboreei as gotas da chuva... Dancei com o vestido grudado ao corpo...
Lembrei-me de um livro... "O Parto do Eu"... Deslizei as mãos, feito um parabrisa... Sorri.
...
O passar do tempo corrompe qualquer juízo... Posso manipulá-lo... Posso fixá-lo ao pé do ouvido...
Sou dona dos meus "flashbacks"... Eu mesma cavo cada abismo.
Nem lágrimas... Nem gargalhadas...
Era eu a acariciar um destino esmaltado... Moldurei-o... Queimei-o. Fiz, da porcelana, o meu retrato.
"45..." está chegando!!
Passava das três, quando ele chegou...
Falou-me da chuva... Dos ventos que sacudiam o mundo... Falou de tudo um pouco... Falou dos absurdos.
Volta e meia, no nó dessa conversa, dedilhava algo, nas entrelinhas de uma música que ainda não chegou...
Eu, rodeada de livros, pensava no que fora bom... Não ouvia o que dizia... Apenas tentava acertar o tom.
...
Olhei-o tão delicadamente... Como se me apropriasse da retina dos seus olhos... Nenhuma palavra dita... Nenhum toque manifestado.
Levantei-me, de súbito, da mesa onde estávamos... Saí.
A porta fechou-se, atrás de mim...
A direção... Já não importa. O táxi rodou por horas...
No peito um vazio... Não havia mais ninguém... Nem ele, nem eu.
Saí... Rodei as ruas finas... Saboreei as gotas da chuva... Dancei com o vestido grudado ao corpo...
Lembrei-me de um livro... "O Parto do Eu"... Deslizei as mãos, feito um parabrisa... Sorri.
...
O passar do tempo corrompe qualquer juízo... Posso manipulá-lo... Posso fixá-lo ao pé do ouvido...
Sou dona dos meus "flashbacks"... Eu mesma cavo cada abismo.
Nem lágrimas... Nem gargalhadas...
Era eu a acariciar um destino esmaltado... Moldurei-o... Queimei-o. Fiz, da porcelana, o meu retrato.
"45..." está chegando!!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Outono
sábado, 3 de outubro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O Menino e o Mar
... O mar agitado... O frio cortando a face... O sol de final de tarde não dava conta de aquecer o menino...
Olhei... Avistei, de longe, um sonho nublado...
Ele corria, como quem solta pipa... Olhava e sorria... Volta e meia, virava-se em minha direção... Eu não estava lá... Não da maneira que conhecemos...
Eu era outra... Outra dimensão, à parte...
Olhei ... Observei cada veste...
Do preto casaco pesado... Às botinas e meias grossas... Os suspensórios... As calças-curtas, não de propósito... O menino crescera, além do previsto...
Tinha as palavras mais cruas... Honestas, tal qual um sopro...
O respirar ofegante... As vontades marcadas pelos "nãos" que recebia...
Estava diante do mar... O que importa?!... "Que os raios solares aqueçam-me"... Assim, era o seu olhar...
Nas mãos, um objeto sagrado... Afeto!... Procurou, em todas as ressacas, a reposta, daquele dia em diante...
Dormiu... Ao ver a lua... Foi criatura... Foi criador de atitudes...
Guardei-me, por alguns segundos, no ato que se apresentava... Não eram palavras... Eram cores... Um caleidoscópio de amores...
As mãos, pequeninas, abriam um sorriso... Trêmulas, mas com propósitos firmes... Enrolaram o papel seleto... Tão apertado, quanto foi possível... Colocou o bilhete eterno na garrafa e fechou a mesma com uma rolha fixa... O sal a encharcaria... A sua expansão não permitiria que o papel fosse violado...
Ali dizia: "Venha para mim"...
Quem diria... Que seriam palavras tão suas... Um pedido para um eterno retorno... O retorno a si... A procura indefinida da outra parte que lhe completa...
Olhei em volta e, mais uma vez, ele fitou-me sem pressa...
02:30
Olhei... Avistei, de longe, um sonho nublado...
Ele corria, como quem solta pipa... Olhava e sorria... Volta e meia, virava-se em minha direção... Eu não estava lá... Não da maneira que conhecemos...
Eu era outra... Outra dimensão, à parte...
Olhei ... Observei cada veste...
Do preto casaco pesado... Às botinas e meias grossas... Os suspensórios... As calças-curtas, não de propósito... O menino crescera, além do previsto...
Tinha as palavras mais cruas... Honestas, tal qual um sopro...
O respirar ofegante... As vontades marcadas pelos "nãos" que recebia...
Estava diante do mar... O que importa?!... "Que os raios solares aqueçam-me"... Assim, era o seu olhar...
Nas mãos, um objeto sagrado... Afeto!... Procurou, em todas as ressacas, a reposta, daquele dia em diante...
Dormiu... Ao ver a lua... Foi criatura... Foi criador de atitudes...
Guardei-me, por alguns segundos, no ato que se apresentava... Não eram palavras... Eram cores... Um caleidoscópio de amores...
As mãos, pequeninas, abriam um sorriso... Trêmulas, mas com propósitos firmes... Enrolaram o papel seleto... Tão apertado, quanto foi possível... Colocou o bilhete eterno na garrafa e fechou a mesma com uma rolha fixa... O sal a encharcaria... A sua expansão não permitiria que o papel fosse violado...
Ali dizia: "Venha para mim"...
Quem diria... Que seriam palavras tão suas... Um pedido para um eterno retorno... O retorno a si... A procura indefinida da outra parte que lhe completa...
Olhei em volta e, mais uma vez, ele fitou-me sem pressa...
02:30
terça-feira, 31 de março de 2009
Estrada
Estrada
Hoje, chove... Em gotas finas... O fio do outono chega... Nas ruas, carros cobertos de uma camada superficial...
Posso correr meus dias... Hoje, fui à serra... Tu sabes, a de todos os dias...
Nem acredito que vi as orquídeas... Sempre dizem: _ Alô, bom dia!!
A serenata, eu diria... Teu canto ao pé do ouvido... Teu respirar... Teu envolver, logo cedinho... Ouço o canto, passarinho.
Nos morros que aqui rodeiam... A casa, em plena mata... Circulamos, por ruas soltas... Feito círculo... As tuas mãos, em mapas...
Posso conter cada segundo... Já estamos, onde chegamos... O mês chegou... O brindar dos planos.
O ritmo acelerado dos corpos em movimento... As mãos em contado guia... A voz que estremesse o chão...
Ouvir... Ouvir...
Serei os risos que gostas... Serena, com gosto de fruta... Um enlace, como pediste... As heras da cachoeira... Sereia... No oceano.
Meus pensamentos, teu contato... Teu chamado, noite e dia...
Ontem fui buscar o que me deste... Hoje, ninguém sabe o que faria...
E o riso que brota à face... A cada beijo que anuncia... Já fui fumaça... Já fui Maria...
Na estrada de ferro que a vida traça... Nas correntes dos teus braços... Posso atravessar cada gesto... Basta seguir teus passos...
Hoje, eu fui à Serra... Da estrada velha " Estrela"... Aquela que tu me deste...
Fui cigana preguiçosa... Devagar rodando o destino... Fui argolas... Fui morena... Fui encanto, passarinho...
Hoje, chove... Em gotas finas... O fio do outono chega... Nas ruas, carros cobertos de uma camada superficial...
Posso correr meus dias... Hoje, fui à serra... Tu sabes, a de todos os dias...
Nem acredito que vi as orquídeas... Sempre dizem: _ Alô, bom dia!!
A serenata, eu diria... Teu canto ao pé do ouvido... Teu respirar... Teu envolver, logo cedinho... Ouço o canto, passarinho.
Nos morros que aqui rodeiam... A casa, em plena mata... Circulamos, por ruas soltas... Feito círculo... As tuas mãos, em mapas...
Posso conter cada segundo... Já estamos, onde chegamos... O mês chegou... O brindar dos planos.
O ritmo acelerado dos corpos em movimento... As mãos em contado guia... A voz que estremesse o chão...
Ouvir... Ouvir...
Serei os risos que gostas... Serena, com gosto de fruta... Um enlace, como pediste... As heras da cachoeira... Sereia... No oceano.
Meus pensamentos, teu contato... Teu chamado, noite e dia...
Ontem fui buscar o que me deste... Hoje, ninguém sabe o que faria...
E o riso que brota à face... A cada beijo que anuncia... Já fui fumaça... Já fui Maria...
Na estrada de ferro que a vida traça... Nas correntes dos teus braços... Posso atravessar cada gesto... Basta seguir teus passos...
Hoje, eu fui à Serra... Da estrada velha " Estrela"... Aquela que tu me deste...
Fui cigana preguiçosa... Devagar rodando o destino... Fui argolas... Fui morena... Fui encanto, passarinho...
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