segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fragmentos...


Fragmentos...

Versos parados... Fixos... Fixados... Um instante, apenas um instante, nos córregos... Nos sulcos da minha alma. Cicatrizes... Rompo-me aos teus olhos... Não sou mais eu... Sou o que defines de mim. Ah! Quantas certezas falhas, no gosto de minha boca. Veja-me... Ouça-me... Tenho pouco tempo... Esse marcado pelos encontros dos riscos... A cegueira que precisas... Que preciso... É o brilho que desnorteia... O véu que retiro... Em tuas mãos... Deixo-me estendida... Rasgo-me... Fragmento-me... Reúno-me... Defino-me... Sou instantes... Sou semente... Vida... Sou fendas... Vendas! Hoje, o dia nasceu assim... Extrato de mim. Nas ruas, ouço o vazio do chão... Olhares parados... Cada qual em sua pupila dilatada... Cada um, em disparada... Salto ao infinito... Em ondas e retornos... Símbolo! No passo marcado... Compassado... Marco o passo... Sou marcada. Pedra que firme fica... Rocha... Rota. Vira vento... Vira a tua boca... A fala avesso do teu beijo... Asas...
Publicado no Recantos das Letras em 12/01/2009
Código do texto: T1381499

2 comentários:

monica mosqueira disse...

vamos ver s econsigo comentar aki desta vez..hehe abraços (caso consiga)

Jéfte Sinistro disse...

"E paro, sento-me à beira do mar e vou lavando a alma com as conchas dos sonhos das ondas..."
É assim sempre que venho aqui, sento-me à frente de meu computador, e mergulho no oceano de teus versos, fragmentos...
Um bom final de semana para você, Nadia.