sábado, 12 de junho de 2010

Medo

As noites costumam trazer consigo algumas paúras... Segredos... Ventos.
Quantas vezes, adormecida em mim, contei nos dedos.
Perdi-me, ao encontrar a minha mina d'água... O céu azul e o celeidoscópio de sonhos coloridos.
Amedronta-me o futuro incerto... As gotas que caem da face... O dizer a verdade.
Quantos dias em contínua diversidade de pensares... O medo invade.
Poderia ser tudo extremamente claro... Mas, o contorno ainda é falho.
Vejo, pelas frestas, o quanto perdi de mim... A poesia é o escorregar das teclas.
Podem os lábios sorrirem em vão?... Podem as mãos acariciarem o colo de um silêncio?... Ainda não digo... Ainda sigo...
O medo é a defesa da alma... Do corpo, apenas a estrada.
Melodia, à parte, posso conter alguns segundos a respiração que guardo.
Quantas partes de mim terei de suspender em ar?...Ainda vejo que nada será digno do que sinto.
Apenas palavras soltas... Na madrugada que se assusta com as minhas andanças... Falhas.

Um comentário:

rascunhomusical disse...

A madrugada guarda danças e andanças. O jardim guarda textos escondidos nas entrepétalas das flores da escuridão. E a noite em sua paz entoa a toada do silêncio.
No dia seguinte, calor, o pássaro sedento vai à fonte... mais um dia.
Belo texto, o seu. rs