sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lascas de nós...


Lascas de mim... Lascas de ti.
Lâminas de nós... Somente nós.
Ouço as lambidas do tempo... Os versos e reversos de um futuro.
Perco-me... Perco-me, em distâncias... Em estradas e faixas coloridas.
Brisa... Vento... Magia de discursos.
Saboreio as frutas em galhos... Baco lança-me aos céus.
Permitir-me nadar sob cascas finas de gelo... Aquecer-me em teus braços.
Ouço as curvas de uma onda... O mar acorda-me cedo... Silêncio!

22:25

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vestida de lua

Amei ao som de fantasia... Tive a alma completamente invadida... Permitida vontade.
Olhei com a ternura face... Envolvi-me, em caracóis.
Sempre com a verdade em punho... São os versos iluminados de uma face que chora... De traços que contornam a minha vida.
Vesti-me de lua... Espiei um futuro... Encontrei-me nos sonhos teus.
Rasgo as páginas da vida... Ainda não sei o que o espelho reflete... Mas, são duras as crostas... Viram pérolas com o tempo.
Sou a face do silêncio... Não entendo artimanhas... Ainda preciso crescer mais... Aprender com relâmpagos assusta a face...
Ainda vestida de lua...Tão minha... Tão tua...

(... EntreCores...)

Muralhas

Sinto as mãos atadas... Mas, ao Universo incorporadas...
Muralhas de mim foram descascadas pelo tempo... Pelo cuspe de segredos.
Ouço a melodia de um enlace... Amei a vida em grandes goles...
Vi-me nua... Totalmente tua.
Sou o edifício de mim... Guardo-me para a mina d'água... Sou o que o rosto retrata.
Clara imagem transparente... Um pedaço de mim, para ti.
E as palavras ficam justas, apertadas em meu peito... O ritmo cardiaco adormece as palmas... Envia-me o recado de que não há muito tempo.
Apenas um minuto... Ainda não entendes... Guardo-me, então... Viro apenas respiração.
Meus dias, nas muralhas de mim... Envolta em luzes de um futuro sonhado... Amado de uma maneira única... Para sempre iluminado pelo sorriso teu.

O verdadeiro Amor

Amar é ir além de um simples toque... Afagar o coração... Virar pulmão.
Amo em voltas de mim... Em cores de um jardim.
Amo em luzes transparentes... Em olhos... Em lentes.
Saboreio os dias... Ainda não sei o que ditam os rastros.
Sinto-te em emoção... Gosto dos recortes... Das falas... Do mundo que criamos.
Ouço as palavras mais loucas... Guardo-me em silêncios coloridos.
Inocente... Amor verdadeiro.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meus caminhos

Os astros dizem: Abrigo"
Movo moinhos de vento... Guardo os ditames do tempo.
Curto circuito de aves ao meu redor... Luzes e Lâmpadas aceleradas de sentidos...
Movo-me para trás...
Um dia, quis estrelas... Lábios em movimento de palavras soltas... E presos os calcanhares...
Um dia de Domingo... Um sonho encantado...
Versos de alguém que morre aos poucos... Em soluços soltos... Escaravelhos de areia fina...
Uma imagem que não esqueço...
Inocentes defeitos... Que acabaram cedo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

" 9..."

Belo encontro entre o Eu o Mundo...
Nove capítulos da alma humana... Volta-se aos primórdios, depois do fim.
Personagens guiadas pela Filosofia... Neurociência... Física... Razão e Emoção... Tecnologia e Compaixão.
Pequenos retratos do ser humano costurados... Um álbum de retrato... O retrato de cada célula e seu núcleo.
Micro e Macrocosmo... Paredes tão tênues... A mesma composição... A mesma fonte de Vida e Morte.
Efeito do avesso... Avesso do começo... Começo no fim da estrada.
Assim, dita o filme... Rebuscado pelo Conhecimento... Pela Compaixão... Curiosidade... Criação.
Somos tantos em apenas um... O nome dado ao que cria varia...
Inteligências: Falhas, se adornadas pela Ambição... Perfeitas, se levadas no Coração.
Magia... Foco... Desenho em movimento...
Telas planas... Planos de um Futuro...

domingo, 15 de novembro de 2009

Lascas...

Arrumaria o mundo... Seria o teu absurdo.
Cada volta ao infinito... Um Amor, em pétalas de luz.
Viradas lascas... Côncovas muralhas.
Permeio o tempo... Olho as tuas falhas e percebo o desencontro...
Ainda não crescestes... Ainda és fagulha...
O tempo...
Sabedoria... Extremos ditos...
Ainda, assim, inseguros ditos...
As heras mostrarão a ti o caminho mais seguro...
Serão tuas guias... E eu?
Eu estarei tão longe que a lua será apenas um aro laminado...
Fecho-me em concha... Não sei amar com os dedos cruzados...
A chuva caiu pelas ladeiras das tuas palavras... Lavou-as e estão sob as pedras...
O amor é findo... A verdade sempre ilumina a face.
Lascas de ti... Lascas de mim...
Finito giro...
Não resta mais nada...